O desapego e o bem-estar

Como psicóloga, não posso deixar de refletir na relação existente entre o descarte, a organização e o bem-estar psicológico.
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Não é preciso ser um organizador profissional ou ter formação em psicologia para compreender o valor da organização. Há, de facto, uma vertente psicológica neste processo.
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Vivemos numa “cultura de aquisição”, afirma o psicólogo Michael Tompkins, e “talvez alguns de nós anseiem pela serenidade que pode advir de uma vida com menos coisas”.
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A tolerância à desordem varia de pessoa para pessoa, daí que uma pilha de objetos que causa ansiedade numa pessoa pode ser completamente ignorada por outra.
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A maioria de nós, quer seja mais arrumado ou acumulador, “tem boas intenções em organizar, mas não sabe por onde começar”, referiu Tompkins. É por isso que os especialistas em organização podem ser muito úteis.
Oferecem pistas ou estratégias para a resolução de problemas e tomada de decisões – o que manter, descartar ou doar – enquanto enfrentamos a nossa própria desordem.
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Ficamos, assim, mais relaxados porque o nosso ambiente fica mais leve. Processamos informações de maneira diferente porque visualmente existem menos estímulos, “menos ruído para o cérebro”. ~
Além disso, quando reciclamos objetos, doando-os a pessoas que precisam e vão usá-los, esse tipo de altruísmo “pode ter um impacto psicológico realmente benéfico em nós”.
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